Casas de acolhimento ainda enfrentam muitas dificuldades

O primeiro estudo nacional sobre a qualidade do acolhimento residencial de crianças e jovens retiradas às famílias ainda está em curso, mas já conseguiu apurar sinais de “insuficiente respeito pelos direitos da criança”, avança o jornal Público.
Este estudo, em desenvolvimento na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, ainda vai a um terço do trabalho proposto mas já chegou a sérias evidências. Foi identificado um «insuficiente respeito» pelo direito de participação da criança nas decisões que a ela dizem respeito, do direito à informação sobre o seu processo, do direito a que seja trabalhada a sua autonomia e estimulado o seu desenvolvimento, do direito ao afeto, do direito a ter família.
A equipa de investigação que está a analisar esta problemática selecionou 90 casas, de várias partes do país, de forma aleatória. Deste total já foram analisadas as seis casas do estudo-piloto mais 30 da amostra selecionada. Foram feitas entrevistas com os diretores técnicos, elementos da equipa técnica e educativa e outros colaboradores, mas também às crianças (a partir dos seis anos) e aos jovens acolhidos. A esta análise acrescem questionários e provas psicológicas e de interação.
O objetivo deste estudo é melhorar a prestação deste serviço, oferecer a cada uma das casas, se desejar, um relatório de qualidade, que dentro do possível, os apoie a prestar uma ajuda cada vez maior e melhor a estas crianças.
Pode ler o artigo completo publicado pelo Jornal Público AQUI.