Portugal tem “demasiada pobreza”

Portugal é um "país com demasiada pobreza", uma situação que "é urgente" mudar, sendo a "maior prioridade" o combate à pobreza infantil. As palavras são de José António Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa mensagem divulgada no ‘youtube’ e no ‘twitter’ oficial do Governo e do ministério.
Na mensagem, o ministro afirma que “a pobreza muitas vezes quer dizer guerra”, “refugiados”, “idosos abandonados” e “crianças sem apoio” e em>“quase sempre quer dizer desemprego” e “tantas vezes quer dizer desigualdade”.
“Erradicar a pobreza tem de ser a ambição maior da nossa sociedade, tem de ser a ambição maior das nossas gerações”, defende Vieira da Silva.
E “o caminho” para a combater passa por reforçar o apoio às famílias com crianças mais jovens, até aos três anos, garantindo tanto do seu futuro. Nesse sentido, anuncia, que o abono de família vai ser reforçado em 2017.
Mas o caminho, acrescenta, passa também por “contrariar o abandono e o insucesso escolar e garantir a todas as crianças o direito à educação pré-escolar”.
A nível da saúde, o objetivo é “assegurar que todas as crianças têm o apoio médico necessário”.
Segundo um estudo divulgado, em setembro, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, Portugal Desigual, o número de pobres aumentou, entre 2009 e 2014, em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3% em privação material severa), cita a Lusa.
Hoje, um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros, adianta o estudo, segundo o qual os rendimentos dos portugueses tiveram uma quebra de 12% (116 euros por mês) naquele período.
O dia 17 de outubro é, desde 2000, dedicado pelas Nações Unidas a promover a consciencialização sobre a necessidade de erradicar a pobreza e a miséria em todo o mundo.
Veja a mensagem integral do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social AQUI.