Relatório da Human Rights Watch expõe crise humanitária na Venezuela

O último relatório da Human Rights Watch expõe a violenta crise que a Venezuela atravessa. Hospitais sem material, sem medicamentos e escassez de alimentos são apenas algumas das situações que afetam a população venezuelana conduzindo a um estado de miséria extrema.
O documento, divulgado no dia 24 de outubro, evidencia o cenário de crise alimentar que se faz sentir no país, o relatório vai mais longe e explora o impacto da escassez de medicamentos e tratamento médico, bem como o que designa como “a atuação inadequada e repressiva do Governo”.
Em agosto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reconhecia que a situação na Venezuela era de “crise humanitária”. Também o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, o príncipe Zeid Ra’ad Al Hussein, dizia em setembro deste ano que a Venezuela tem sofrido “um declínio dramático no usufruto dos direitos sociais e económicos, com a fome cada vez mais generalizada e a forte deterioração de cuidados de saúde”.
O Governo continua a negar a existência de uma crise real. O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros disse em junho de 2016: “Não há nenhuma crise na Venezuela. Não existe. Digo isto com toda a responsabilidade: não existe nenhuma crise”.
Ao contrário daquela que é a prática comum da Human Rights Watch, durante este levantamento a organização não contactou os responsáveis do Governo venezuelano, isto porque em 2008 o Governo expulsou representantes da Human Rights Watch e declarou que a presença da organização não seria “tolerada” no futuro.
Ainda assim, a Human Rights Watch esclarece que procurou confrontar o Governo de Nicolás Maduro com alguns dados, enviando uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Delcy Rodriguez, todavia não obteve qualquer resposta.

Este cenário devastador é retratado em vídeo AQUI .