Revista IP 32 - Março / Abril

Índice

04 EDITORIAL

09 VIVA VOZ

OPINIÃO

A cultura é para as pessoas ou as pessoas para a cultura?

Por Inês Ferreira, Doutorada em Museologia pela Universidade do Porto

FÓRUM

Como aproximar as organizações culturais da sociedade em que se inserem?

Por Mara Santos, Dream Engager da Associação Terra dos Sonhos; Nuno Sarmento, Curador e Galerista no Silo-Espaço Cultural; Paula Azeredo, Técnica Superior do Museu Soares dos Reis

INTERNACIONAL

“Por um mundo melhor”

Por Dora Palma, Responsável pelo Projeto Social do Rock in Rio

16 Capa

ENTREVISTAS

António Filipe Pimentel, Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga

Matthew Pepler, Diretor de Desenvolvimento do Museum of London

26 NO CENTRO

Guilherme d’Oliveira Martins

Vhils

30 EXPERIÊNCIAS

NACIONAIS

Casa da Música, Asociação Lérias, Fundação Manuel António da Mota, Parques de Sintra, Theatro Circo

INTERNACIONAIS

Human, Barcelona, Ai Wei Wei

38 PRÉMIOS & INCENTIVOS

42 LEGISLAÇÃO

44 ARTIGOS TÉCNICOS

São as ONG autênticos negócios disfarçados de obras de caridade?

Por Direção da Plataforma Portuguesa das ONG para o Desenvolvimento

Na música tenho a cabeça e o coração

Por Isabel Figueiredo, Enfermeira do Serviço de Pediatria do IPO do Porto

50 FOTOFILANTROPIA


Editorial

A Cultura que nos une

 

Este é um número há muito desejado. Desafiar o pensamento crítico sobre a Cultura e o impacto que esta tem em cada um de nós.

Atravessamos um momento da história em que tudo se passa demasiado rápido, em que o tempo é um bem escasso e pouco sobra para contemplar, observar e refletir durante o tempo que acharmos necessário, sobre o que quisermos. Hoje, somos atropelados por informação, todos sabemos, supostamente, falar um pouco de tudo e quando não sabemos, num minuto estamos praticamente prontos a dar uma opinião, graças aos meios de comunicação, redes sociais e outras ferramentas que nos permitem estar a par de tudo à velocidade da luz. Mas absorver o que se passa à nossa volta, “respirar” cultura e fazer uma reflexão crítica sobre o mundo em que vivemos e as pessoas com quem vivemos, isso é difícil. Não temos tempo.

A ideia inicial deste número da Revista Impulso Positivo sobre o “Impacto Social da Cultura” era inspirar não só as organizações culturais a revelarem como o seu papel e o que representam é precioso, mas também fazer ver a cada um de nós, de maneira particular, que é tempo de parar, de nos aproximarmos de tudo aquilo que a cultura nas suas mais diversas formas, tem para nos dar. Descobrimos que o impacto social da cultura é fonte de vida e inspiração. Daí ser tão importante não a deixar morrer.

Como podemos dar a volta? Como podemos fazer com que as organizações culturais se aproximem da sociedade em que se inserem?

No processo de construção deste número, algo ainda mais profundo se foi revelando e que nos tocou especialmente: o que estamos nós a perder? Onde é que a cultura nos pode levar se nós, cidadãos, fizermos mais pela cutlura?

A cultura - do património à música - é linguagem universal que humaniza, ajudando-nos a compreender quem são os outros e a conhecermos quem somos. A cultura torna-nos mais humanos.

Esperamos que as histórias e os testemunhos que aqui vai ler, a mensagem que vários artistas e especialistas generosamente aqui quiseram deixar e os projetos que apresentamos, sejam inspiradores.

 

Leonor Rodrigues