Através da Portaria nº 1315/2010 de 28 de Dezembro, o Governo definiu quais as actividades económicas que podem ser objecto das operações de microcrédito, bem como os montantes máximos dos respectivos financiamentos. Entre outros aspectos as operações de microcrédito a conceder pelas sociedades financeiras de microcrédito devem ter como objecto o financiamento de pequenos projectos empresariais ou profissionais susceptíveis de criar ou manter postos de trabalho de forma sustentável, nomeadamente o auto-emprego, promovidos por mutuários cujo perfil de risco lhes dificulte o acesso ao mercado de crédito tradicional. Podem ser concedidos microcréditos até ao valor máximo de 25 mil euros por mutuário.
Portugal é um dos países onde a desigualdade entre crianças da classe média e os mais desfavorecidos em termos de saúde é menor, de acordo com um novo relatório do Centro de Estudos Innocenti da UNICEF, num ranking de 24 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Portugal encontra-se em terceiro lugar nesta matéria, que é liderada pela Holanda e pela Noruega
Presidente da CNIS afirma a necessidade de se construírem pontes entre os três sectores Sector solidário vai absorver mais emprego O sector solidário tem um peso significativo ao nível do emprego. Em entrevista à Vida Económica - Impulso Positivo, o Padre Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), afirmou que há a expectativa de nos próximos 2 anos entrarem no sector mais 25.000 a 30.000 trabalhadores.
A PlanIT Valley, a cidade inteligente e inteiramente sustentável que está a ser construída em Paredes, vai receber os seus primeiros «habitantes», quer pessoas quer empresas, já em 2011. Steve Lewis, CEO da Living PlanIT, responsável pela criação do conceito e nomeado para o prémio Nobel da Paz, estará, amanhã (21.10), em Portugal no âmbito do 4º Fórum Responsabilidade Social das Organizações e Sustentabilidade, onde apresentará o estado de desenvolvimento deste projecto. Ocupando uma área de 40 hectares numa primeira fase, o projecto totalizará um investimento de 10 mil milhões de euros e contará com a participação de 12 mil empresas, estimando-se que possa gerar milhares de postos de trabalho. Além de espaços dedicados à investigação e desenvolvimento, na PlanIT Valley vão nascer também espaços de retalho, hotéis, centros de conferência, uma pista de testes, um centro de entretenimento e habitação. Segundo Steve Lewis, trata-se de um “laboratório vivo à escala urbana, com edifícios inteligentes, soluções avançadas de mobilidade, transportes e comunicações”. Tudo implementado de forma sustentável.
Manuel Clemente, Bispo do Porto, afirma no lançamento do último livro da «Vida Económica» «Combate à pobreza não é apenas uma questão de recursos» A actual crise obriga a passar do crescimento quantitativo para o desenvolvimento humanista - referiu D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, no lançamento do livro «O que sabemos sobre a pobreza», editado pela «Vida Económica». «Este livro não aparece por acaso» - disse o Bispo do Porto. Segundo referiu, o combate à pobreza não é apenas uma questão de recursos, devendo ser dada prioridade á dignidade humana. A acção deve passar pela colectividade, pela prossecução do bem comum e pela lógica de subsidiariedade com as pessoas. O papel da educação é fundamental. «Quem nasce deseducado dificilmente se educa» - afirmou. Para D. Manuel Clemente, o modelo de desenvolvimento actual que parecia incontestável encontra rupturas estruturais e não meramente conjunturais.
No passado dia 28 de Junho realizou-se na Fundação Calouste Gulbenkian a apresentação do Estudo "Necessidades em Portugal: Tradição e Tendências emergentes" promovido pela Tese. No mesmo dia foi lançado o livro “À tona de Água” que reúne as várias etapas da investigação e uma publicação que contém um conjunto de recomendações que pretende alimentar o debate sobre os caminhos do desenvolvimento em Portugal. O Estudo foi promovido pela TESE – Associação para o Desenvolvimento com o apoio do Programa Operacional de Assistência Técnica do Fundo Social Europeu (POAT/FSE). Foi desenvolvido sob coordenação científica do Centro de Estudos Territoriais do ISCTE (CET/ISCTE), em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto da Segurança Social (ISS, IP). A Young Foundation assumiu, neste percurso partilhado, o papel de consultor científico.
Pela primeira vez realizado em Portugal, o Edelman Trust Barometer, estudo que comemora este ano o seu 10º aniversário, e que resultou no nosso país de uma parceria entre o Grupo GCI e a Ipsos Apeme, revelou que os portugueses confiam mais nas ONG do que em qualquer outro tipo de organização. O valor da confiança em relação às ONG atingiu 52%. Em contraposição, o Governo alcançou o valor de 27%, o índice de confiança relativo às empresas alcançou 34% e o da comunicação social 32%.
A percepção dos sinais de pobreza de um país é crucial para a sustentabilidade das empresas desse país. Esta foi uma das conclusões do estudo “Sustentabilidade Empresarial e Pobreza: Novas estratégias. Novos caminhos”, apresentado na conferência “O fenómeno da pobreza na Europa”, organizada pelo Banco Espírito Santo. Saber o que é a “pegada da pobreza”, e definir os seus parâmetros, pode levar as empresas a adaptarem-se e a responderem, em termos de negócio, a essas necessidades. Francisco Mendes Palma, director da Espírito Santo Research (ESR), definiu os termos do estudo e afirmou que a “pegada da pobreza” pode vir a acrescentar um novo portfólio de serviços à empresa. Embora tenha recusado a ideia de que a pobreza pode ser um negócio, reafirmou que a sensibilidade para o fenómeno da pobreza é crucial para uma boa gestão da empresa, podendo esta adaptar a oferta a alguns segmentos que estão já dentro da companhia.
Durante dia e meio foi possível assistir-se no Porto ao XI Encontro Nacional de Fundações organizado pelo Centro Português de Fundações (CPF) e acolhido pela Fundação Engº António de Almeida. Como foi salientado na sessão de abertura por Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e do CPF, encontramo-nos num contexto de crise económica e financeira, o que coloca questões sobre os valores sociais e sobre o conceito e o exercício de cidadania.
O Governo aprovou, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 16/2010 publicada em Diário da República no passado dia 4 de Março, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Economia Social (PADES), visando permitir o acesso a programas específicos de desenvolvimento das actividades de natureza social e solidária às entidades que constituem o sector social: as instituições particulares de solidariedade social, as mutualidades, as misericórdias, as cooperativas, as associações de desenvolvimento local, bem como outras entidades da economia social sem fins lucrativos.