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Cidadania plena para uma maior longevidade

21/04/2020 | Sofia Alçada

Cidadania plena para maior longevidade - Foto:Unsplash Cidadania plena para maior longevidade - Foto:Unsplash

O conceito de cidadania tem origem na Grécia antiga. Era usado, então, para designar os direitos do cidadão. Pressupunha todas as implicações decorrentes de uma vida em sociedade. Ao longo da história, o conceito de cidadania foi ampliado, passando a englobar um conjunto de valores sociais que determinam os deveres e direitos de um cidadão. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais e expressa a igualdade de cada um de nós perante a lei.

Assim, todos temos direitos e deveres. A propósito, sabe quais são os seus? 

Os direitos para o exercício da cidadania

Primeiro, tem o direito e o dever de estar informado acerca do que é importante para planear a sua vida, enquanto na plena capacidade de o fazer e poder, assim, viver o melhor possível em sociedade.

São vários os direitos que temos, de diferentes graus e relevância, mas todos de igual importância:

- direito à proteção,

- direito à casa,

- direito à privacidade,

- direito a uma pensão ou reforma,

- direito a envelhecer com dignidade e a ser feliz, sempre, entre tantos outros.

Quais são então, os deveres?

Porém, e na mesma proporção, temos deveres:

- dever de cuidar de nós,

- dever de cuidar de quem nos rodeia

- dever de cuidar do planeta em que vivemos,

- dever de dar um bom exemplo

- dever de passar o conhecimento,

entre tantas outras coisas. Tudo deveres que não só contribuem para não estarmos isolados, mas que, de igual modo, nos tornam relevantes e participativos.

É importante perceber que envelhecer é um estatuto que nos concede novos direitos, mas que também não nos faz perder, nem devemos querer isso, deveres que, na maioria dos casos, nos tornam até relevantes para a sociedade em que vivemos.

Para Bagão Félix, o bom exercício de cidadania resulta do equilíbrio entre deveres e direitos. “Quando eu estou a usufruir de um direito, alguém está a cumprir um dever. E é bom que as crianças sejam educadas num compêndio direito-dever. É a harmonização de direitos e deveres que faz a verdadeira plenitude da cidadania”. Definindo-se como um otimista, refere que “a esperança é a virtude de construir futuro. Há sempre possibilidades”. Se quiser ler a entrevista feita com Bagão Félix a proposito de tema dos direitos e deveres, aqui fica o link.

Envelhecer como queremos

Trate bem dos seus direitos e não se esqueça que todos temos o dever de envelhecer como queremos. Deixo-o ainda com um desafio para o por a pensar, senhor leitor.  Direitos e deveres se calhar são apenas um e um só. Se assim for (ou se estiver de acordo comigo), que seja sempre em sentido positivo, o de proporcionar felicidade a nós próprios e àqueles que nos rodeiam, num exercício de cidadania plena.  Aqui fica o convite.

 

Adaptado do editorial Impulso+ no Jornal Publico