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Espelho meu…Como está a minha autoestima?

17/04/2020 | Sofia Alçada

Espelho meu e a minha autoestima. Foto: Unsplash Espelho meu e a minha autoestima. Foto: Unsplash

O relacionamento com o nosso “espelho mágico” é algo que sempre me chamou à atenção. Tudo está bem se ouvimos a resposta que queremos ouvir ou aquela que nos deixa, aparentemente, felizes e confiantes. O poder de envelhecer bem chega, sobretudo, da forma como nos sentimos connosco.

No entanto, a preocupação excessiva ao longo das nossas vidas, com sermos “os mais belos”, demonstra uma certa inquietação interior que, em diferente medida, todos vivemos. E ao vivermos inquietos, seja lá com o que for, não podemos ser realmente felizes.

E quando o tal espelho precioso nos dá a resposta contrária ao que esperávamos, pelo simples facto de não aceitarmos a nossa própria verdade, temos um problema!

Mas afinal, o que é a Beleza?

É algo que nós somos ou aquilo que acham de nós? É uma verdade ou uma máscara que esconde a nossa própria realidade? É uma fotografia ou um estado de alma? E como fica a beleza a medida que envelhecemos?

A maior fonte de beleza, para mim, é, sem dúvida, sentirmo-nos bem connosco e vivermos bem com o que somos, ao longo da vida. Aceitar a nossa verdade é a primeira condição para sermos felizes. Encarar o nosso reflexo e consertar as distorções que a vida nos causa é uma tarefa árdua que exige coragem. Mas quando conseguimos fazê-lo, e assumimos a nossa verdade, irradiamos beleza, ao sermos autênticos, plenos e completos.

E, então, a beleza não tem idade, raça ou forma. É simplesmente algo bonito de se ver, em qualquer idade ou fase de vida. E é ainda, algo bonito de ser ver ao espelho e mais ainda, de se “conviver com”. Sempre! 

Mas como preparamos a nossa mente e o nosso corpo para as mudanças normais da idade e para a maior longevidade? Como é que continuamos a ser bonitos... aos olhos dos outros, e principalmente aos nossos olhos?

Conselhos e exemplos de autoestima

Recuperamos assim duas das entrevistas que fizemos com duas especialistas. Uma na área da alimentação, Ana Brázia dos Santos e outra na área da psicoterapia, Conceição Almeida. Duas visões e dois prismas completamente diferentes, que nos proporcionaram dicas importantes para manter a beleza e a autoestima e, assim, conviver bem com a passagem dos anos e com a nossa longevidade.

A alimentação é um fator-chave para um bom envelhecimento, sem dúvida. Mas a noção do impacto que aquilo que ingerimos pode ter na aparência física, como a elasticidade da pele (potenciando o aparecimento de rugas) é algo que nunca tínhamos pensado. Ana Brázia Santos deixou-nos algumas pistas do que podemos fazer para cuidar de nós e do nosso corpo. Veja aqui a entrevista

A psicoterapeuta Conceição Almeida explicou-nos que a autoestima é essencial ao longo de toda a vida. Nunca devemos desistir de nós próprios, mantendo sempre o gosto de viver. “A autoestima tem a ver com sentirmo-nos bem dentro da nossa pele. Realizarmos os nossos desejos. Termos projetos de vida. Sermos relativamente importantes para alguém, no sentido da atenção, da preocupação e da ternura”. Duas visões distintas, mas complementares, que nos ajudam a perceber bem o que podemos fazer para manter a beleza e a autoestima.

Para finalizar, aqui fica um conselho: Trate bem de si, da sua beleza interior e exterior e, sobretudo, da sua autoestima. Lembre-se que, envelhecer bem é sentirmo-nos cada vez melhor connosco. Pois só a idade nos confere a beleza especial de uma vida plena e bem vivida. E da próxima vez que se olhar ao espelho, descubra a pessoa mais bonita que há em si. Só terá de fazer a pergunta certa!